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Superprotetor, Saudosista, ou desprendido? O Sindifiscal ouviu auditores para repercutir diferentes modos de ser pai

10/08/2018 16h13 - Atualizado em 10/08/2018 17h10

De acordo com a mentora e coaching Adriana Magna, entre as figuras que compõem nossa base familiar, o pai é aquele que nos “empurra para a vida”. Nossa capacidade de arriscar está diretamente ligada aos impulsos que ele dá, seja para ensinar a andar de bicicleta, dirigir, fazer o primeiro intercâmbio ou topar qualquer desafio. É o pai que geralmente diz: “Deixa o menino(a) ir, vai ser bom para ele(a)". Mas a teoria transacional - método que analisa as relações entre os indivíduos, citado por Adriana - também aponta o outro lado da moeda: variados comportamentos atribuídos àqueles que carregam o estereotipo de herói: proteção, conservadorismo e autoridade são alguns deles. O Sindifiscal ouviu auditores que atuam em diversos setores da administração tributária para repercutir o perfil paterno de cada um e homenagear a todos os pais filiados.






(confira aqui o detalhamento das fotos)

O Zeloso

Ao descrever seu estilo para cuidar de Lara (9), o delegado de fiscalização da Regional de Tocantinópolis, Rogério Jatobá (50), destaca “cuidado e responsabilidade”. “Não pensava em ser pai. Mas tornei-me pai adotivo hoje, ou melhor, desde o primeiro dia de convívio com a Lara e vi o quanto a amo” ressalta. Para o auditor, o que mais marcou a relação com a pequena que ganhou seu coração “foi o momento em que ela me chamou de pai pela primeira vez”.

Zeloso, ele define a relação “como uma missão confiada por Deus”. Nas palavras de Jatobá ser pai é: “amar, cuidar e querer sempre o melhor para ela”.

O apaixonado

O auditor José Laelson (45), da gerência de fiscalização da Sefaz é aquele deslumbrado com a paternidade. “Posso dizer q foi a melhor de todas realizações da minha vida. O jeito de pensar e de viver não é mais o mesmo. É como mergulhar em um cenário q nem você conseguia antes imaginar”, afirma sobre o relacionamento com os pequenos José Vitor (11) e Maria Clara (5).

O coruja

Pai de Breno Borges (14), o auditor Wagner Borges(57), que atua na Diretoria de Tributação da Sefaz faz o estilo "coruja", daquele que acompanha passo-a-passo a trajetória do menino. “Cada etapa da vida de meu filho é composta por vários momentos marcantes, os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros dias de escola, as boas ações, a conquista de amigos, a responsabilidade demonstrada, a demonstração da fé, dentre outros momento”. Wagner define a paternidade como: “deixar de pensar em você para pensar no bem estar do filho”.

O Saudosista

Denise (29), Thaís (28), Polyanne (24) e Dannyele (20) são as filhas de Daniel Pereira(49). Auditor lotado na Delegacia Regional de Colinas do Tocantins, Daniel diz não se sentir um herói. “Não gosto muito desse termo... mas sou sim capaz de fazer qualquer coisa pelas minhas filhas e o que me motiva é minha família”, enfatiza.

Perguntado sobre um momento marcante ao lado das mulheres de sua vida, o auditor recorda com saudade o casamento de Polyanne. “Todos os momentos com minhas filhas me marcam... mas no casamento da minha filha Polyanne me marcou muito forte por estar vendo que ela cresceu; depois falei pra mim mesmo: ela é uma criança e sempre será, como também sei que sou para meus pais”, relata emocionado.

O orgulhoso

“Quando nasceu que o coloquei no braço e vi traços meus nele, senti a grandeza e a graça de ser pai, estava ali nos meus braços o primeiro dos três que seriam a sequência da minha geração, ou seja, minhas filiais. Até hoje não esqueço de agradecer ao meu deus por essa graça tão especial”, assim detalha o auditor José Ronaldo uma passagem de sua experiência como pai.

Eduardo Douglas 32, Morgana Andressa 30 e José Ronaldo Júnior 27 nas palavras de José Ronaldo são três diamantes. “sangue do meu sangue”, define ele. “Quando vim para o Tocantins em outubro de 1994, a família continuou em alagoas. Fiquei quase um ano organizando casa, escola.... E em julho de 1995 trouxe a família em definitivo e isso marcou muito porque percebi a falta que eles faziam e o quanto eram imprescindíveis pra mim’, recorda.

Os desprendidos

Com os filhos Luiz Eduardo (15), Luiz Gustavo (12 ) e Ana Luiza (04) o delegado da Regional de Alvorada, Antônio Luiz Alves (54), viveu uma das maiores tensões de sua vida. “Um acidente, há quatro anos atrás. Passamos por uma tromba d’água em uma serra e com isso, o veículo deu perda total. Mas todos saímos ilesos”.

Como resultado desse episódio, o sentimento “fica mais forte. Você vive uma situação em que parece que vai perder a todos e de repente tudo se resolve. A sensação que ficou é que eu tinha que fazer tudo de novo e melhor para eles”. Apesar do susto com as crianças, Antônio Luiz, não se considera conservador e nem superprotetor. “Protejo quando há necessidade, mas os encorajo a seguir seu caminho”, diz a respeito dos filhos que respectivamente já sabem o que querem fazer da vida: “odontologia, direito e medicina. A médica vai ter que cuidar do pai”, brinca ele.

“A formação dos filhos depende das experiências familiares. A cada dia luto incansavelmente para torná-los fortes e independentes”, quem conhece o auditor fiscal Solimar Braga (49) sabe que o perfil encorajador descrito nessa fala se enquadra perfeitamente em sua filosofia de paternidade. Ao descrever o relacionamento com o filho Fábio (9), Braga pontua uma maratona de incentivos. “Levo para o triátlon, natação e corrida. Minhas redes sociais estão repletas dos registros dele no esporte. Quando ele cai de bicicleta, costumo deixar que se levante sozinho. Se ele não conseguir se levantar de uma quedinha, como vai sobreviver num mundo como o nosso?”.

Autoconfiança é outro fator que Solimar deseja incutir nos filhos. “Digo para minha filha Fernanda (13) que ela é capaz de tudo. E também faço algumas advertências: Minha filha, você é muito doce, tem que ser durona. Se você gosta de pensar que tudo são flores, tem que se lembrar que as flores também têm espinhos”. Mas de acordo com o relato do auditor, doses a mais de encorajamento não significam menos amor: “Eles me abraçam de três a quatro vezes por dia e dizem que me amam”, garante.

É inegável a importância da figura paterna para alicerçar uma visão de mundo sólida aos filhos: seja através da confiança adquirida com a proteção ou a ousadia que advém dos incentivos. Da mentora e coaching que abriu essa matéria, vem a reflexão mestra para esta homenagem. Todo o debate em torno da influência da paternidade na vida dos filhos só é possível de ser feito a partir “da figura do pai presente. Quantos ausentes que não tem por aí? O êxito da paternidade está em se fazer presente e não educar os filhos para si, como propriedade. Mas para que independente de qualquer situação e circunstancias, sejam felizes”. Isso a gente sabe que os pais do Fisco fazem bem. Parabéns a todos!