REFORMAS: NA CÂMARA DE PALMAS, DIVALDO ANDRADE AFIRMA QUE “GOVERNO ESTÁ DESMANTELANDO O ESTADO SOCIAL”

18/05/2017 07/12/2020 17:28 681 visualizações

Para Kátia Abreu, a reforma da Previdência é desumana, já a trabalhista demonstra o ódio do governo pela legislação trabalhista

Na manhã desta quinta-feira,18, o plenário da Câmara Municipal de Palmas foi palco de um debate acalorado sobre as reformas trabalhista e da Previdência. Entidades sindicais e comunidade uniram-se aos vereadores para opinar e, no caso dos militantes mais ativos, cobrar posicionamento contrário dos parlamentares tocantinenses à agenda de austeridade do Executivo, durante audiência pública solicitada pelo vereador Thiago Andrino (PSB). “Enquanto a população está na rua brigando por educação, saúde e segurança, a gente vê o governo desmantelando o Estado Social, aprovado em 1988”, ponderou o diretor de assuntos jurídicos, Dilvaldo Andrade, ao fazer uso da palavra.

Na ocasião, Divaldo contrapôs as medidas adotadas por Temer, apontando caminhos diferentes a serem trilhados na reestruturação do Estado brasileiro. “Do ponto de vista do Sindifiscal, tem que haver as reformas política e tributária para organizar a estrutura do Estado. O cidadão brasileiro não aguenta mais pagar altos impostos e não ter nenhuma contrapartida, tão pouco confia nos modelos ultrapassados de política que se perpetuam”, refletiu.



“Se as reformas trabalhista e da Previdência forem aprovadas, da forma como se encontram hoje, será um enorme retrocesso social, assistiremos a destruição do sistema de proteção do trabalhador e a anulação dos direitos fundamentais e sociais construídos ao longo de décadas de luta”, arrematou.

A senadora Kátia Abreu (PMDB), que ministrou palestra na ocasião, também encerrou a audiência pública com abordagem incisiva sobre a crueldade das reformas de Temer. “Quem permaneceu na pobreza até a velhice, sem condições de contribuir, sofreu as consequências de falhas no sistema e da falta e oportunidade. Há 20 anos atrás, como eram os trabalhadores rurais e pequenos agricultores ? Quem explicou a eles sobre as contribuições para a Previdência? O país não pode virar as costas à esses pequenos”, afirmou.



Sobre as mudanças no cenário dos vínculos empregatícios no Brasil, a senadora afirmou que “a terceirização da mão de obra vai quebrar a Previdência Social. A terceirização deve ser feita de forma real e técnica e não para disfarçar o ódio que se sente pela legislação trabalhista e é isso que está acontecendo no Brasil”, completou.